Este blog é para quem é apaixonada por patchwork, como eu, mas não quer apenas aprender a fazê-lo. Aqui você encontrará histórias do patchwork, suas origens, contos, dicas, curiosidades e tantas outras coisas que envolvem o universo desta fascinante arte!
Vocês se lembram da história do seo Trapunto e da dona Quiltéria?
Pois é… eis que agora um outro marido está dando dicas a esses “pobres coitados” que são os maridos das quilteiras.
É… eu fiquei um bom tempo sem aparecer. Muita coisa aconteceu, muita coisa mudou, umas para melhor, outras nem tanto. Mas a roda viva continua rodando e cá estamos de volta.
E para “re-estreiar” o blog, posto um vídeo de Gayle Thomas (diretora especialista em animação digital), produzido pela National Film Board of Canada em 1996.
O vídeo é inspirado nos blocos tradicionais de patchwork e nos filmes do cineasta canadense René Jodoin, um dos pioneiros em animação por computador (suas primeiras experimentações com computação gráfica são da década de 1960).
Valendo-se de diversos padrões, tecidos e cores, Gayle Thomas coreografa os blocos conforme a música e faz ”Um tributo à essa singular e tradicional forma de arte, que é o patchwork.” (NFB Canada)
Publicado em novembro 23, 2010 por omeletedeamoras
Um dia desses estava eu na minha aula e percebi que não é comum entre as quilteiras conhecerem os nomes do blocos mais tradicionais de Patchwork.
Uma amiga disse “eu já fiz aquele bloco” e apontou para a colcha que fica na parede. Quando eu disse “o Dresden Plate?” ela respondeu “aquele redondo ali, não sei se ele tem esse nome” .
Por isso resolvi escrever posts sobre os principais blocos e suas origens.
Como sou geógrafa e quilteira, me encantei com paineis de paisagens desde a primeira vez que os vi. Para mim eu sempre tenho que olhar bem de pertinho para crer que se trata de um quilt e não de uma pintura.
Até hoje nunca me atrevi a fazer uma, ainda me parece algo meio surreal que apenas as artistas mais criativas, com inclinação para a pintura, conseguem produzir. Algo para se expor nas feiras pelo país afora.
No site About.com tem uma série de 15 fotografias com lindas paisagens que podem servir de inspiração para quem quiser se aventurar. É claro que podemos escolher qualquer coisa, mas achei a seleção interessante por agrupar texturas, cores e perspectivas diferentes e que servem como um ponto de partida ao escolhermos o que iremos retratar.
Quem sabe um dia ainda desmistifico os painéis de paisagens e me atrevo a fazer um. Enquanto esse dia não chega, aqui vão algumas dicas que a Vicky Taylor-Hood do blog Seastrands Studio postou em três partes e que eu traduzo aqui de maneira resumida.
Mas lembre-se que essas são apenas dicas, se você achar que elas estão complicando demais, sinta-se livre para ignorá-las e deixe sua criatividade falar mais alto.
Acho que sempre que penso em escrever um post, penso em muitas coisas. Talvez primeiro na curiosidade. Mas ao mesmo tempo, penso em tantas coisas boas para se fazer com patchwork, com esta arte em retalhos.
Talvez a vontade de escrever seja a vontade de compartilhar. E por isso fazer um blog. Mas curiosidades não estão aí, na rua, simples de serem apreendidas. A gente tem que ir atrás.
E indo atrás encontramos pessoas. E as pessoas nos encontram. Como é bom se encontrar, não? Identificação, afetividade, se gostar. É disso que tudo é feito.
De vez em quando encontramos coisas feias. Tecidos que pareciam perfeitos juntos, mas aí um desbota, ou encolhe, ou solta tinta.
Mas agente vai indo, sempre indo, sem parar. Por que? Simplesmente porque não tem outra forma de ser gente neste mundo.
Obrigada a todas pelo carinho tecido com linhas que podem ser rompidas, mas que também podem ser remendadas, compondo um lindo patchwork!
Esse é o quarto e mais recente dos trabalhos de Cathy Miller, A Quilteira Cantora. Neste CD, ela passeia pelo reggae, rumba, pop e até mesmo a bossa nova. Ela conta nas letras algumas histórias do mundo do patchwork: um quilt que salvou uma vida em Paducah; outro feito de pescoços de patos há mais de 100 anos atrás; um marido aprendendo sobre como falar com a esposa sobre o trabalho dela; perfeição e imperfeição.
Se não ouviram tenho certeza que gostarão de conhecê-la e gostarão mais ainda de ouvi-la.
Cathy Miller é uma quilteira, cantora e compositora canadense que junto com seu marido, John, tem rodado o mundo cantando músicas sobre patchwork e quilt. Cathy e John já se apresentaram em mais de 500 eventos de patchwork totalizando um público de mais de 50 mil pessoas em três continentes (América, Europa e Oceania).
Ela é conhecida como “The Singing Quilter” (A quilteira cantora) e já lançou quatro CDs com músicas que falam sobre o mundo do patchwork. Seu primeiro CD, One stitch at a time, foi lançado em 2000, seguindo-se outros três: A quilter’s, de 2002, A quilter’s World, de 2004, e In the ehart of a quilt, de 2006. Os três últimos CDs estão disponíveis para download gratuitamente no site CDBaby. O primeiro também pode ser baixado, mas custa alguns poucos dólares.
Cantora folk profissional, com mais de 30 anos de carreira e vários discos gravados, Cathy iniciou este projeto de unir quilt e música por acaso. Em 1991, Cathy foi escalada para compor as músicas de uma peça sobre quilt que seria encenada em Ottawa (Canadá). Assim, junto com a autora da peça, Peggy Sample, ela foi pesquisar em cada livro de quilt que encontrou na biblioteca e, como parte da preparação para a peça, começou a fazer aula de patchwork. O resultado, todas nós sabemos: ela apaixonou-se pelo quilt e nunca mais parou.
Veja no video abaixo Cathy em ação. Ela está numa loja de tecidos com seu colete e violão, cantando Why don’t you haveplain white? , na qual ela lista 47 tipos de tecido disponíveis na loja, mas que não possui o branco liso que ela procura!
A partir de amanhã devo fazer um post sobre os três CDs mais recentes (que são os disponíveis para download), falando um pouquinho sobre a história de cada música.
Agora, venhamos e convenhamos: o quilt é ou não é um mundo?
Como havia dito, os museus americanos são vivos, e são excelentes locais para acompanharmos as transformações e tendências artísticas e estilísticas do quilt contemporâneo. E o fato de não estarmos lá não nos impede, pois os sites trazem muitas informações! Santa Internet!
Aqui na região já tivemos dois casos no mínino “curiosos”.
Fato um: uma professora, dona de uma ateliê na região, fez algumas aulas avulsas com outra professora e aprendeu novos projetos. Meses depois a professora em questão, publicou em uma famosa revista nacional (como se fossem projetos originais de sua autoria) projetos que aprendeu nas aulas avulsas.
Fato dois: minha professora, inspirada em projetos japoneses, criou um projeto original de alfineiteiro com vários sapinhos em torno de um centro almofadado. O alfinetero ficava, como todas as demais peças dela, no ateliê para as alunas poderem ver. Um dia, o alfineteiro sumiu “misteriosamente” após a visita de uma ex-aluna ao ateliê. Tempos depois, a professora foi a uma exposição da ex-aluna e qual não foi sua surpresa ao deparar-se com o projeto do tal alfineteiro à venda por R$25,00!!! É isso aí! Além de furtar um objeto, a ex-aluna copiou um projeto original e o pôs a venda. O projeto ainda pode ser encontrado à venda em algumas lojas da região.
“Os quilts americanos são utilizados, tradicionalmente, como uma expressão dos sonhos, esperanças, tragédias e triunfos femininos. Eles são um meio para se guardar na memória aquilo que já se foi e celebrar os grandes momentos da vida. Durante séculos, as mulheres têm unido retalhos e costurado suas histórias pessoais, familiares e comunitárias em quilts e muitas descrevem o ato de quiltar como uma sensação de bem-estar e uma maneira de trabalhar durante períodos difíceis. Talvez o mais importante, quiltar sempre foi uma maneira de manter as mulheres unidas. Todos esses aspectos da tradição do patchwork e mais ainda estão incutidas no projeto ‘Pink Ribbon Quilts’.”
É assim que se inicia o primeiro capítulo do livro Threaded Together: The Pink Ribbon Project.