In the heart of a quilt

Esse é o quarto e mais recente dos trabalhos de Cathy Miller, A Quilteira Cantora. Neste CD, ela passeia pelo reggae, rumba, pop e até mesmo a bossa nova. Ela conta nas letras algumas histórias do mundo do patchwork: um quilt que salvou uma vida em Paducah; outro feito de pescoços de patos há mais de 100 anos atrás; um marido aprendendo sobre como falar com a esposa sobre o trabalho dela; perfeição e imperfeição.

Para quem baixou o CD ou ouviu as músicas no site e quer saber mais sobre as letras, segue abaixo os comentários música a música.

One pot of soup (Uma panela de sopa): Conta a história de Arlene Greenwald, que cresceu em uma casa de quilteira com uma panela de sopa que durava o tempo suficiente para alimentar a todos até que o quilt de sua mãe estivesse pronto. “Uma panela de sopa para uma família de seis, uma panela de sopa para o tempo dedicado ao quilt, uma panela de sopa que dura o tempo que for preciso. Nós sempre temos o quanto for preciso não importa o tamanho do grupo…” diz o refrão.

Why Don’t You Have Plain White? (Por que você não tem branco liso?): Quem nunca passou em uma loja de tecido que tem tudo menos aquele único que você está precisando? O drama parece maior quando se tem os mais sofisticados, estampados, bonitos tecidos, e não tem um simples tecido branco liso. Nesta música, Cathy fala de uma situação dessas e lista 47 tipos diferentes de tipo de tecido. Quantos vocês reconhecem ao ouvir a música?

Shop Hopping (Um pulinho na loja): Letra sugerida por Karen Ostheller. Conta a história de uma viagem com as amigas para dar uma passadinha por lojas de patchwork. Na primeira loja ela já sai com três sacolas enormes e cinco lojas depois ela já estourou a conta bancária. Chega de passadinhas em lojas para ela.

Duck Neck Quilt (Quilt de pescoço de pato): Esse é um quilt feito pela missionária sueca Jenny Rasmuson, no começo do século XX. O quilt foi feito a partir de aproximadamente 150 peles preservadas de pescoços de patos, com as penas ainda presas neles. “John e eu vimos esse quilt quando visitamos [o museu de] Skagway, Alaska em fevereiro de 2006. É o quilt mais incomum que eu já vi.” (Cathy Miller). Coitados dos patinhos!

How Do You Build a House? (Como você constrói uma casa?): Nessa música Cathy arrisca uma bossa nova e compara o processo do patchwork ao da construção de uma casa, para responder a velha pergunta: “Então, deixe-me ver se entendi. Você pega um pedaço de tecido em perfeito estado, corta-o em pedacinhos, para depois costurá-la de volta?”

Boots and Bayonets (Botas e baionetas): “The Burlington Teen Tour Band”, uma banda marcial de Ontario, propôs a criação de blocos de patchwork usando histórias de membros de famílias que serviram na guerra, em celebração do 60° aniversário do dia D na Normandia, durante a Segunda Guerra Mundial.
A letra conta a história de um veterano que apareceu com seu uniforme de guerra, na porta de Judy Lyons (finalizadora da colcha comemorativa) pedindo para tirar uma foto na frente do quilt, para que todos se lembrassem que ele esteve presente no dia D.

My Grandfather’s Brother (O Irmão do meu Avô): Nas palavras de Cathy: “No natal de 2005 ganhei de meu irmão uma colcha de 100 anos. Ela foi feita para o tio de meu pai, que era um pastor presbiteriano em Toronto. O quilt é vermelho e branco e apresenta 844 nomes bordados. Ele era um homem notável”.

Done is Better Than Perfect (Pronto é melhor que perfeito): Letra sugerida por Mavis Rosbach. É uma rumba leve que lança a pergunta: “Se você fez um trabalho perfeito, o que sobraria para você fazer?” Para fazer pensar aquelas que, como eu, sofrem com o perfeccionismo.

The Quilt Teacher’s Life (A Vida do Professor de Patchwork): Histórias reais de professores de Patchwork que andam de lá para cá para dar suas aulas. “Minha mala está sempre pronta”. “Carrego tudo aquilo que preciso”. “Todos comentam sobre minhas três enormes malas”. “A sala é pequena e tem cinco alunos a mais que o combinado”. “A vida de uma professora de patchwork nem sempre é uma vida fácil, mas é a única que posso viver”. Não é preciso dizer mais nada.

Paducah: Paducah é a cidade do Kentucky onde fica o Museu Nacional do Quilt. A música se refere a um quilt específico que foi exposto no museu: “Suicide and Healing” (Suicídio e Cura), feito por Barbara Moll após o suicídio de uma amiga. O projeto gerou depoimentos emocionados da assistência de pessoas que perderam entes queridos da mesma forma. Meses depois da mostra Barbara recebeu uma carta emocionada de uma mulher que pretendia dar fim a própria vida naquele final de semana e desistiu após ver o seu trabalho e escreveu para agradecê-la por salvar sua vida.

In the Heart of a Quilt (No coração de um quilt): A letra fala por si só: “Não se trata de paciência, ou dos projetos que ela aprendeu. Não é pelas fitas ou pelo dinheiro que ela ganhou. Seu coração está tão cheio, que derrama por entre os dedos em cada colcha que ela costura. No coração de um quilt, ela está em casa.”

No Such Thing as an Ugly Quilt (Não Existe Isso de Quilt Feio): Letra escrita pelo marido de Fran Snay, Charles, em forma de um poema bem-humorado, para ensinar aos maridos a maneira correta de se reportar às esposas. “Não existe isso de quilt feio, todos eles merecem respeito. Essa é a lição que você precisa aprender para salvar seu casamento e seu pescoço.”

Like Needle and Thread (Como Agulha e Linha): Um dueto entre Cathy e John sobre o amor do casal que é “como linha e agulha, colcha e cama, como as duas lâminas da tesoura, como a frente precisa do forro…”

Masterpiece (Obra-Prima): Para fechar o disco, algo a aspirar – mas com a compreensão de que a obra-prima de cada pessoa é só dela, independentemente de ser ou não considerado uma pelos outros.
“Uma obra-prima não é feita em apenas um dia, há muito que se aprender. Um passo de cada vez. Eu quero viver para um dia dizer: ‘Eu finalmente fiz minha obra-prima’.”

Uma resposta

  1. Muiot tenho aprendido e me informado no Omelete…Sempre uma novidade, e muita cultura.
    Obrigada por compartilhar tanta informação.
    Sou da opinião de qto mais a gente divide mais soma.Bjs.

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