Ética e Plágio no Patchwork

Aqui na região já tivemos dois casos no mínino “curiosos”.

Fato um: uma professora, dona de uma ateliê na região, fez algumas aulas avulsas com outra professora e aprendeu novos projetos. Meses depois a professora em questão, publicou em uma famosa revista nacional (como se fossem projetos originais de sua autoria) projetos que aprendeu nas aulas avulsas.

Fato dois: minha professora, inspirada em projetos japoneses, criou um projeto original de alfineiteiro com vários sapinhos em torno de um centro almofadado. O alfinetero ficava, como todas as demais peças dela, no ateliê para as alunas poderem ver. Um dia, o alfineteiro sumiu “misteriosamente” após a visita de uma ex-aluna ao ateliê. Tempos depois, a professora foi a uma exposição da ex-aluna e qual não foi sua surpresa ao deparar-se com o projeto do tal alfineteiro à venda por R$25,00!!! É isso aí! Além de furtar um objeto, a ex-aluna copiou um projeto original e o pôs a venda. O projeto ainda pode ser encontrado à venda em algumas lojas da região.

Em qualquer lugar isso tem nome: PLÁGIO! Na universidade, no meio artístico e no meio industrial… Dá processo e cadeia! Onde está a ética no Patchwork?

A origem deste comportamento está numa prática muito comum neste mundo brasileiro do Patchwork: a cópia e venda de projetos, sem se importar com os direitos autorais ou a própria ética. Copiar um projeto e fazer uma bolsa da Tilda, ou um modelo da Debbie Mumm está dentro de uma normalidade necessária a qualquer arte de trabalhos manuais. Afinal, aprendemos copiando. Agora, é muito diferente copiar um projeto de um livro estrangeiro, de uma revista, ou de uma peça original que sua ex-professora ou colega criaram e VENDÊ-LO!!

Não vou fazer aqui nenhuma defesa da ética comercial, coisa que detesto. Estamos falando de uma questão muito simples e justa que é não ganhar dinheiro com o esforço alheio. Qual seria o demérito para a Fulana, do Fato 1, dizer que o projeto original era de Sicrana, mas que a feitura da peça era dela? Qual o direito que a Fulana do Fato 2 tem sobre um objeto que ela não concebeu, não fez, e ainda assim tem a desfacetez de colocar à venda e ganhar dinheiro com o trabalho de outra pessoa? Alguém poderia dizer que é inocência: será?

Isso está impregnado no nosso Patchwork. Lojas e pessoas que pensam que por terem copiado um projeto numa folhinha de xerox ou por terem feito um passo-a-passo adquirem o “direito” à comercialização de tais projetos. É claro que eles não dão crédito aos verdadeiros criadores, por que isso seria assumir a culpa. Então, os verdadeiros artistas não recebem nem mesmo o reconhecimento por seu trabalho.

Por exemplo. Um dos maiores e mais caros expositores da feira Brasil Patchwork Show, de São Paulo, vende projetos da francesa Véronique Requena por preços entre R$25,00 e R$50,00. O detalhe é que o nome da Véronique não aparece em nenhum lugar. Pelo contrário: lemos na divulgação da loja: “Nossos projetos são diferenciados com design próprio e de fácil compreensão.” E não são projetos adaptados, ou inspirados. São os projetos com os exatos detalhes do original! No caso deste plágio, qualquer um pode comprar o livro da Véronique, fazendo com que ela receba seus respectivos direitos autorais, e fazer peças lindas direto da fonte. O livro está à venda na Livraria Cultura, por exemplo, por menos de R$ 60,00. Por quase o mesmo preço você leva não apenas um projeto, mas um belo livro encadernado e colorido com vários projetos!

À direita, imagem do projeto original da Véronique Requena, do livro Born to Quilt. À esquerda, a foto do projeto de uma destas lojas brasileiras. Qualquer semelhança não é mera coincidência.

As revistas de Patchwork brasileiras fazem exatamente a mesma coisa. Raramente vemos a citação da fonte do projeto original, ou a menção da inspiração para a composição de um projeto, embora seja a coisa mais simples: “Projeto de Fulana, execução de Sicrana”. Qual a dificuldade? É mais fácil “esquecer” a fonte?

A solução para este mal é muito simples: não vamos comprar projetos que não sejam originais! Vamos nos informar, conhecer o que estamos fazendo.

E mais importante: por que não se concentrar em criar, fazer coisas nossas, um Patchwork verdadeiramente brasileiro, ao invés de só copiarmos tudo?

Só tomem cuidado com suas ex-alunas…

À esquerda o projeto à venda no Brasil. À direita, o Monkey Quilt de Lorraine Yuyama, publicado no livro Quilts, Baby! Alguma semelhança?

42 Respostas

  1. Olha este assunto que vc abordou é bem interessante!! Estou muito triste com o rumo do patchwork aqui no Brasil, as pessoas acham que tem que levar vantagem em td, sempre compro livros em livrarias ou lojas especializadas e ja ouvi muita gente pedir para eu colocar no picasa, eu não coloco em respeito as autoras e ao $$$$ que investi no livro!

    • Olá Cleide,
      Creio que o pior nem seja publicar livros online, embora isso também fere os direitos autorais, ainda tem a justificativa de dar acessibilidade ao material. Podemos chamar de “divulgação do conhecimento”.
      O que mais me incomoda é a falta de ética. Será mesmo tão difícil citar a fonte? Uma coisa é copiar e dar para as amigas, outra coisa bem diferente é fazer meu nome (as pessoam vão achar que eu criei tudo o que vendo) e ganhar dinheiro às custas do trabalho de outrem. Acho isso tudo muito triste.

    • Artisitas de plantão, venho lendo a respeito desses comentários a respeito da falta de ética no Patch e tb em outras áreas ártisticas, ainda não faço patch estou na fase de admiração e projeto para curto prazo.
      Então não entendo o que se realmente discute-se:

      Pode-se copiar, mas tem que citar a fonte de inspiração. Correto?
      Não se deve escanear, copiar ou tirar fotos dos trabalhos alheios, para fins comerciais. Correto?

      Mas meninas, quem nunca comprou uma revista e elaborou algum projeto,Ao vendermos, explicamos aa clientes de onde tiramos idéias?

      Acho uma discussão que será eterna,não tem jeito.

      Não estou defendendo a falta de ética, mas esse assunto é muito mais abrangente.

      Um abraço

  2. Adooooooorei a matéria…estou no interior,e fui à feira no último dia….estava cheio de projetos sabidamente copiados de projetos publicados em livros e que estão vendendo descaradamente sem darem os dvidos créditos…é uma pena isso…mas, penso que todos somos culpados…quem vende…e quem compra…né??????????????

    Uma penina…abraços

    Divânia

    • Infelizmente você tem razão.
      O pior é que muita gente compra sem saber que não é original. Tenho uma amiga que comprou o projeto plagiado da bolsa da Véronique e não fazia idéia de que podia ser cópia. Afinal todas conhecemos Art to Heart e Tilda, mas Véronique Requena não é tão famosa aqui no Brasil.
      Eu só não quero estar no couro do dono da loja no dia em que levar um processo dos grandes nas costas. Afinal essas lojas que expõem na feira tem nome, endereço físico, CPNJ, etc…

  3. Olá,
    Eu caí na besteira de comprar projetos brasileiros e não somente de patch, mas de bonecas de pano (o que faço).
    Fiquei irada quando depois de um tempo que estava aprendendo vi na internet a verdadeira criadora. Pior que a “professora” falou que era criação dela e que foi adaptando, adaptando até chegar onde queria e era uma boneca Deenas!
    As feiras então? um horror de cópia, principalmente lojas consagradas de SP e Sul do país copiam na maior cara de pau e ainda vendem…
    Abraço

  4. Olá Janaina, estou com voce minha querida, temos que divulgar isso e dar o verdadeiro mérito aos autores dos projetos originais.
    Um beijo

  5. Querida Janaina voce é demais, indo direto ao ponto. Esses dois casos por voce citados são um exemplo claro de falta de carater. bjkas

  6. Janaina, ótima matéria!! Sabe que vivenciei uma situação bem parecida?? Este ano ganhei uma nova professora de patchwork na escola profissional, alem de ser extremamente desagradável e não gostar de dividir conhecimento, a fulana ainda dizia que os projetos eram criações dela. Fiquei irritada e questionei, afinal eu tenho algumas Art to Heart que tinham o projeto e o dela era o mesmo!! So que a experta os copiou em outra folha, separando-os e recriou a sua marca em cima… resultado?? Depois de 3 anos na profissional fui convidada a me retirar da turma… pois a professora acho que eu estava de marcação pra cima dela…
    Quanto as nossas revistas e projetos nacionais, realmente temos vários casos de plágio…infelizmente este povo gosta de receber méritos por autorias que não são próprias… mudam uma coisinha aqui outra ali e voi lá… temos um projeto novo…aff…. Horrível!!!
    Infelizmente quem não tem dimdim para adquirir o material importado acaba por comprar gato por lebre…
    Ja no teu segundo caso.. Mão grande seria o nome certo… para esta fulana óleo de peroba na face…pra ser educada, né?? kkk
    Beijocas de quem AMA ler suas descobertas!! Parabéns pela coragem e pelo tema!!
    Andreza

  7. Infelizmente o pessoal usa o ditado:tudo se copia,nada se cria.Tenho muitas revistas importadas e nacionais e vejo como o povo gosta de copiar e realmente nem se digna de colocar a fonte de onde copiou`. é uma lastima.

  8. Janaína
    Concordo plenamente com tudo que voce escreveu. Faz anos que venho batendo nessa tecla e sou taxada de chata ou maluca…
    Eu não compro mais nenhuma “revistinha” nacional, pra nao ficar muito irada ao ver as “criações brasileiras”.
    E muitas e muitas das nossas lojas fazem copia xerox dos projetos americanos e australianos e simplesmente colam uma etiqueta escondendo a procedencia verdadeira…. tem quilt misterioso que e copia descarada de projetos.
    Em 2008 comprei em Gramado um projeto de uma famosa loja de patch, que estava esse ano no BrazilPatch vendendo o mesmo projeto de bolsa da barerots como se fosse dela…
    Isso e muito triste….
    Abraços
    Ana Maria

  9. infelizmente há muita gente assim , não deveriam publicar o que essas pessoas apresentam sem primeiro indagar se é da pessoa ou não , afinal outra pessoa teve as ideias e essa pessoa ficou com os louros

  10. Caramba! Esta matéria deu nos dedos de muita gente! Mas é a mais pura verdade e o pior que é gente de nome que se faz na criação alheia.
    Tem um panozinho de Páscoa que é uma coelhinha no centro de vestidinho com umas cenourinhas nas laterais do quadrado. Apesar de já ter tempo, não dá pra esquecer que a suposta criadora, mandou como sua para uma revista nossa de peso e não teve nem o trabalho de fazer a peça com tecidos nossos! Não!!!!!! Xerocou e mandou a foto original!!!!!!!! É demais! A divulgação das revistas acho que não fere, porque quem quer o original vai e paga e serve de ajuda pra muitas colegas que não têm acesso a esse material. O negócio em questão tem a ver com “caráter e falta de escrúpulos”. Lucro a qualquer preço.

  11. E o pior é que pessoas desentendidas compram ( eu mesma comprei o projeto acima ).
    Que raiva!!!
    Muito bom aqui.
    Adorei..
    Parabéns.
    bjos

  12. É uma vergonha isso que está acontecendo! E acho que por isso que impedem que fotografem os stands, porque aí teríamos prova total e documental do que acontece…. uma lástima! Apesar que os sites estão por aí, cheios de projetos copiados à venda como se originais fossem!
    Confesso que sou “copista”, mas nunca fiz nada que não fosse meu e tentasse colocar os créditos para mim!

  13. Janaína….adorei a discussão….isso é um problema mesmo sério. Eu tive uns projetos publicados em uma revista, mas fiz questão de mencionar a fonte inspiradora ( o livro e a autora ) em questão. Eu tenho problemas com isso tb porque meu marido desenha muitos projetos para mim e que acabam parando nas mãos de outros por meio de ex-alunas inescrupulosas, que emprestam seus projetos para as lojas da região que os vendem como originais…..triste. infelizmente as leis de marcas e patentes no nosso páis assim como outros registros, custam muito caros, e acabamos sendo vítimas de “espertos”.
    Acho que no meio do patchwork, muita coisa se copia sim, mas vamos deixar claro a fonte original inspiradora e por favor, dêem os créditos à quem de direito, afinal, não nos custa nada fazer isso!!
    Chega de plágio e de levar vantagem vendendo projetos que não são de sua própria autoria!!

    Beijos e obrigada por nos manter antenadas nas coisas boas e ruins tb!! Sempre aprendemos com elas!!

  14. Tive oportunidade de observar m pouco do processo criativo de um estilista…. conceituado em SPFW, pilhas de revistas europeias, e muitas peças “chupadas” de lá. Não a coleção inteira, mas muita coisa, principalmente o que não é de passarela. Trabalhei com propaganda uns anos e tb i a mesma coisa, diretores de arte copiando na cara dura material grafico de livros de ilustracao e design. Talvez isso de por deficiencia de boas e acessiveis escolas em todas estas areas criativas.
    Lamentável de qualquer forma.

  15. Olá, Jana!
    Mesmo não entendendo de patchwork, achei interessante a matéria.
    Brincadeira…falta de ética existe em todo lugar…
    Beijos

  16. Eu já vi muito disto e posso me orgulhar pois publiquei trabalhos nas revista Patchwork Especial da Editora Minuano, e sempre desenvolvi as peças sem copiar nada de outras publicações. Devo dizer qu não fiz releituras, desenvolvi o meu projeto coisa que poucas sabem fazer pois a maioria das profssoras não ensina isto. Bem como resultado recebi o email de uma leitora me elogiando e agradecendo por publicar trabalhos faceis, surpresa a aluna copiou o projeto da revista e anda dizendo por ai que é professora.

  17. Pois é, ainda cnsigo ver uma luz no fim do tunel após 14 anos falando do mesmo assunto… plágio do patchwork, como sempre fui muito criticada , enxovalhada e acusada de egoista tomei uma ecisão radical: somente compro projetos em sites americanos, australianos e europeus, smente assim posso combater esta pouca vergonha aqui no Brasil. Criei muito, mas pra que? Pra vir uma doida, copiar e ainda dizer que é dela? Direito autoral no Brasil? Só existe pra peixe grande tipo Sony etc, p´ra peixe pequeno tipo lojista de feirinha de patchwork brasileira (sim, feirinha, porque comparado as feiras internacionais as feiras brasileiras parecem garage sale).
    É muito triste, não fique impressionada porque a coisa não vai mudar, há anos bato na mesam tecla e a situação é cada vez pior…. na maior cara de pau.
    Abraços querida!

  18. Desculpe os erros de digitação!

  19. OLÁ! ADOREI A MATÉRIA! EU MESMA JÁ ME SENTI LESADA, FAÇO PATCHWORK HÁ MAIS DE 17 ANOS, DOU AULAS A 10 ANOS, ISTO QUER DIZER QUE,SOU DO TEMPO QUE AQUI NO BRASIL QUASE NÃO EXISTIAM TECIDOS, LIVROS E REVISTAS , POUCAS LOJAS ESPECIALIZADAS EM PATCH. e POUCAS PESSOAS CONHECIAM ESTA ARTE. CRIO MEUS PRÓPRIOS MODELOS E FAÇO QUESTÃO DE DIZER QUE SÃO CRIAÇÕES PRÓPRIAS, AS VEZES PARECE PRESUNÇÃO MINHA FAZER QUESTÃO DE DIZER ” EU QUE CRIEI ” ! MAS FAÇO APENAS PARA ME DEFENDER DE FUTUROS PLÁGIOS! TROCO REVISTAS PELA INTERNET , AS USO COMO FONTE DE INSPIRAÇÃO PARA MIM E MINAS ALUNAS ( É MUITO BOM OLHAR REVISTAS DE ARTESANATO ,AGUÇA NOSSA CRIATIVIDADE!) PROCURO SEMPRE QUE POSSÍVEL DAR O DEVIDO CRÉDITO A AUTORA DO PROJETO.
    PENA TERMOS CHEGADO A ESTE PONTO, SOMOS TODAS TÃO CRIATIVAS , CONCORDO QUE DEVEMOS FAZER HISTÓRIA COM O PATCHWORK ORIGINALMENTE BRASILEIRO!!
    ABRAÇOS
    LU MORETTO

  20. retificando meu endereço de internet:
    http://lumoretto.blogspot.com
    abraços
    Lu

  21. Janaina, é realmente uma tristeza. A falta de criatividade é uma coisa impressionante. Livros e revistas são ótimos para inspiração, para nos mantermos atualizadas e SÓ!
    Desde os 14 anos, estou envolvida no artezanato de um modo geral. nesta época eu fazia muita faiança e minha mãe tinha um ateliê bem movimentado. Por várias vezes ela pe pedia para copiar uma peça de uma foto, um livro ou revista. Para mim era a pior coisa do mundo! Uma ofensa à minha capacidade criativa. Eu dava sempre um jeito de “fazer igual, mas diferente”. Estou “contaminada” pelo patchwork há uns 3 anos, pouco tempo ao meu ver. No entanto, essa situação que você mencionou, já vide perto também. Vi um stand fabuloso na Mega Artesanal. peças de uma delicadeza e singeleza fantásticas. Meu dinheirinho estava curto e não pude comprar nadica de nada. Mas não desisti de procurar o molde destas peças na internet. Encontrei o site da artesã e muito mais. Encontrei o molde da real criadora das peças. Ela disponibilizava, gratuitamente, o molte para quem queisesse, desde que não fosse com fins comerciais. Fiquei TÃO decepcionada…

  22. Oi Janaína
    Ótima matéria… infelizmente não existe muito o que possa ser feito… apenas lamentar! Essa é a realidade não só no patchwork… acredito que em todo artesanato o plágio é um problema. Me disseram que última feira de patch (que eu infelizmente não fui) houve uma loja que nem se deu ao trabalho de mudar o envelope do projeto original… colou um adesivo da loja por cima!!! Eu fiquei pasma com a cara de pau!!! Eu desisti de comprar moldes nacionais!!! Meu modo de protestar contra esse abuso! Mas pra mim o plágio aqui no Brasil não é apenas falta de criatividade… é muita preguiça, falta de vontade de criar algo original, afinal de contas é bem mais fácil copiar, não é?! Um absurdo!
    Abraços

  23. Achei a matéria muito apropriada!
    amei o site!
    janete

  24. Olá pessoal

    Que bom que este tema movimentou tanta gente. Temos que assumir a responsabilidade do problema, tomando ações cotidianas para inibir e desencorajar qualquer prática desta natureza!

    Janaina

  25. Janaina,
    não dá pra dizer outra coisa a não ser, parabéns pela advertência.
    Sim, tem mta gente que compra e não sabe que aquele projeto é cópia pq o “atelier” não cita a fonte, mas quando uma coisa dessas vem à tona, penso que devemos dar “nome aos bois” para que o atelier tome consciência do que está fazendo e as patchworkeiras saibam de onde vem e continuem dando os créditos.
    Eu sempre fiz todos meus projetos no EQ e na minha cabeça. As raras vezes que fiz o projeto de alguém, mesmo ficando diferente, eu citei. Pra mim que trabalhei anos com patch e hoje me dedico a fotografia, isso é automático. Não fiquei chocada com as situações que vc nos contou, apesar de estar afastada, tô sabendo que isso acontece. Nossa amiga Déia, da 1000 Pontinhos é uma “batedora de martelo” nesse assunto..rs
    Enfim, quem tem consciência disso, deve explicar a quem não tem e quem sabe um dia, essa copiação sem créditos acabe.
    Desculpa escrever tanto..;)
    beijos e boa semana
    Sandra

  26. Amei o seu Blog !!!!!!!!!!!
    E esse assunto sobre ética e PLÁGIO ,é muito importante !!!!
    Deveria expor no flickr !!!
    Bjs,

  27. Parabéns pela reportagem! Temos mesmo que escrever “Adaptação…”. Já fui vítima dessa falta de Ética. Não somos gênios, por isso não podemos nos apropriar de experiências vividas por outrem e simplesmente dizer “Eu criei”.

  28. Hoje em dia parece que muitos esqueceram de (vamos falar a verdade) de ser honestos. Gostei muito do artigo, ate coloquei uma referencia no blog da loja
    http://jupdpp.blogspot.com/

  29. CONCORDO E ASSINO EM BAIXO …..PARABÉNS E BJKS

  30. Janaina, meu nome é Simone Lopes….preciso falar contigo com certa urgencia….poderia entrar em contato comigo? si.lopesferreira@gmail.com
    bjs

  31. Bom dia, estou iniciando no mundo patchwork e gostaria de saber se vocês conhecem lojas no RJ que sejam referëncia na venda de produtos para quilt/patch e se o melhor é comprar pela internet ou na loja mesmo. Obrigada. Andreia

  32. Infelizmente isso acontece muito no nosso país. Tenho vários problemas com o logo da minha loja, pessoas copiam e saem usando como logo delas! Só espero que essas pessoas não reclamem dos políticos corruptos, pois o que elas fazem é a mesma coisa, e tudo por aqui fica impune! Mas é sempre muito bom divulgar textos como este!!! Parabéns pelo post!

  33. Concordo e acho que tem que ser cada vez mais divulgado para as pessoas ficarem espertas e começarem a cobrar. E começar a “cercar” pra ver se param com a pouca VERGONHA.

  34. Olá Janaína,meu nome é Patricia Rosana e em 2002 eu lancei um site chamado Pat Patches – REtalhos do Brasil. O primeiro site em português sobre Patchwork. Na época não existia nenhum tipo de publicação em português sobre o assunto. Após um curso de Patch que fiz e fiquei horrorizada com a qualidade, resolvi que queria aprender direito. Fiz cursos no exterior, estudei, investi em livros didáticos (não de projetos) e estudei a fundo a história do patchwork. Fiz o site onde eu ensinava um pouco sobre a técnica. Fui rechaçada por algumas professoras “famosas” por fazer críticas a respeito de como o assunto era tratado no Brasil, críticas sobre Festivais e etc. Fui colocada à margem do “high society” do patchwork brasileiro. Não dei a mínima. Eu tinha uma clientela enorme, tinha cursos online e escrevi artigos sobre a história do Patch para a revista Patch & Afins. Só que cansei.
    Quando se escreve, vc imprime uma identidade aos seus artigos, e eu cansei. Cansei de ver os meus artigos copiados em sites, blogs e revistas. Dicas, projetos e técnicas dos meus cursos sendo repetidamente reproduzidos em revistas, em cursos de professoras famosas, em sites e blogs.
    Me desiludi com a hipocrisia do meio, com a falta de educação, com a falta de cultura e conhecimento e principalmente com a ganância desmedida.
    O patchwork no Brasil se expandiu, mas a “cultura brasileira” do patchwork continua a mesma.
    Atualmente sou consultora de uma editora que publica revistas de artesanato em geral. E acredite, essa briga não é só no Patchwork. Em todos os ramos do artesanato, seja bordado, crochê, tricô, pintura e etc existe o mesmo problema: falta de respeito e ética.
    A mulherada quer ganhar dinheiro fácil. Muitas nem fazem, apenas querem espalhar revistas, gráficos com o intuito de obter maior quantidade de leitores.
    Quem faz, copia, reproduz, divulga como sua criação e ainda briga se vc. questionar. Afinal, segundo o que diz a maioria ignorante: “está na internet é livre.”
    Essa coisa de reproduzir projetos alheios é desde o início. Lojas famosas ou não que compram uma apostila original, traduzem, reproduzem e vendem sem nenhum escrúpulo. Algumas mais audaciosas ainda colocam o nome da loja ou da “professora” que criou o projeto.
    Isso é uma bola de neve e só defende quem já foi usurpada. O restante se limita a ficar calada, copiando, reproduzindo e fingindo que nada acontece.
    No Brasil não existe respeito à cultura, não existe educação. Não existe princípios.
    Isso é uma guerra, e já dura anos.
    abs e parabéns pelo artigo.

  35. Ainda bem que os primeiros artesão egípcios não pensavam assim, ainda bem que Dear Jane, não pensava assim, ainda bem que o inventor da calça Jeans, não pensava assim, ainda bem que i inventor da lâmpada não pensava assim e ainda bem que a inventora do sutiã tbm não pensava assim! Gente, nunca li um texto tão mesquinho e fora de sentido como este. Nem um argumento tem sentido. Ainda bem que temos, no mundo todo, pessoas talentosas e desprendidas que conseguem dividir suas descobertas com o resto do mundo. Tem pessoas que conseguem expressar o que sabe em papeis, sabem desenhar, já outras consegue interpretar bem o que foi desenhado e por em pratica. Já imaginou o que seria dos arquitetos e engenheiros, se não tivesse mão de obra capacitada de inteligência para interpretar seus magnifico projetos e por em pratica tudo que esta no papel? Qual a logica da artista citada ter publicado um livro, se seu projeto não pode ser desenvolvido e transformado? O significado de uma publicação desta é justamente auxiliar pessoas que não são dotadas de talentos suficientes para criações, e sim para interpretar, copiar e assim por diante. Ainda bem que teve uma alma boa, que viajou pelo mundo e trouxe para nos suas descobertas. Mas fico penalizada com a atitude de muitas “artistas” que diz ter abandonado sua arte pq via sua obra sendo copiada. Meu Deus! O maior reconhecimento de um grande artista é justamente ver sua obra sendo reproduzida, pois esta é uma forma de reconhecimentos, pois só se copia o que é bom e o que de fato tem valor. Sabem pq o Brasil ainda não se destaca nesta arte? Pq muitas artesãs talentosa esconde seus conhecimentos com medo de serem copiadas. Visitei a avó de uma amiga e para minha surpresa, ela tem peças lindas expostas pela casa toda, perguntei pq não colocava no face, para que todos vissem e a resposta foi esta: não quero que as pessoas copie o que fiz. Mas gente, tudo ali tinha influencia de outras artistas, claro que o mérito era todo dela, já que os trabalhos são muito bem elaborados, mas aquilo não saiu tudo de sua cabeça, mas mesmo assim ela se recusa a mostrar, justamente para que outras não se influenciem. Achei mesquinho!!!! E na hora todos aqueles trabalhos deixaram de ter importância, já que sua autora tem uma alma pequena. Claro que nas visitas as feira, nos deparamos com coisas absurdas, os grandes ateliês faturando com projetos desmembrados dos livros e revistas. Isto não é legal, mas com a influencia das redes sociais, as pessoas estão ficando mais espetas e já sabem o que de fato é genuíno e o que é plagio. Mas as artesãs, que compram seus livrinhos, revistas, fazem seus trabalhos e vendem, não vejo nada de errado. Afinal de conta, qual a logica destas publicações, se não auxiliar aqueles que não têm talento para a criação e sim a copia? Não vejo nestes livros ou revistas o aviso de PROIBIDO O USO DOS PROJETOS. ESTA AQUI SÓ PARA SER ADMIRADOS. RIDÍCULO!!! E meninas, cuidem quando vcs escrevem que os ateliês devem tomar cuidado com suas alunas. Não generalizem. Um dia todas vcs tbm foram alunas e certamente tem muitas boas recordações desta época. Repito! Nos festivais, tanto aqui quanto os internacionais, todos os trabalhos são influencia um do outro. Ainda bem! Já viu a calça jeans que a sua amiga estava usando ontem? Já analisou os carros de todas as marcas que circulam pelas ruas? Já reparam nas bolsas dos estilistas famosos? Nos sapatos? Já prestaram a atenção no que todos têm em comum? Não? Então observem quem sabe desta forma, vcs voltem aqui e refaçam os absurdos que vcs escreveram. Somos uma sociedade globalizada, não existe mais espaço para mesquinharia. AINDA BEM!

    • Então, cara Fernanda.
      Creio que você definitivamente não entendeu o propósito.
      A questão aqui não é a utilização dos projetos para a confecção das peças, isso de fato não faria nenhum sentido, visto que é para isso que se desenvolve esses projetos. Não se trata de esconder o “como se faz”.
      A questão é deliberadamente copiar (tirar xerox) de projeto de alguém que deu duro para desenvolver algo original e vender as cópias (xerox) do “como fazer” dizendo que esse projeto é original dela.
      É o que algumas lojas famosas que expõem em feiras fazem. Definitivamente não estamos falando de vender as peças prontas (peças feitas com o projeto de outra pessoa). Estamos questionando a venda das cópias dos projetos. Isso é ilegal (existem leis de direitos autorais sobre isso) e anti-ético.
      Nem se pode dizer que os preços das cópias são mais acessíveis. É fato que são sempre mais caras, pois os projetos individuais copiados custam em média R$25,00 cada, enquanto os livros originais têm preços que variam de R$40 a 100,00, com uma média de no mínimo 15 projetos em cada livro.

  36. Só mais uma observação, lendo mais alguns posto, observei que as mesmas pessoas que criticaram a copia de projetos, disseram que compram projetos de outros países, ué! . qual a diferença? Todo mundo copia, transformam… e por favor, vamos para com esta historia de patchwork genuinamente Brasileiro, Isto não existe, a arte é milenar, inventada no Egito antigo. o máximo que se pode fazer é dar um toque tropical, isto sim. O que acontece é que graças ao mundo virtual, a arte esta chegando as casas mais simples e humildes, todas estão tendo a oportunidade de experimentar o gostinho de unir paninhos. E isto, claro! incomodam muitas dondocas que enxergarão no Patchwork um glamour inexistente. Só pq vem do exterior passou a falsa impressão de luxo, feito por poucas abastadas que tinham condições de viajar e comprar livros em outros idiomas. Minha gente, isto mudou, deixou de ser glamour, qualquer pessoa dotada de olhos, mãos, e cérebro pode sentar numa maquina e costurar seus bloquinhos. Que para quem não sabe, são de domínio publico, qualquer pessoa pode reproduzi-los. PATCHWORK NADA MAIS É DO QUE GEOMETRIA, SENDO ASSIM TODOS PODEM TER ACESSO. UNS FAZ COM MAIS CRIATIVIDADE E FICA LINDO, JA OUTROS COPIAM ATÉ AS ESTAMPAS, MAS E DAI? O SOL BRILHA PARA TODOS E SE MEUS PROJETOS FOREM COPIADOS E TIVER GERANDO RENDA PARA ALGUMAS FAMÍLIAS, ISTO SIM, VAI ME DEIXAR BEM FELIZ.

    • Respondo com as mesmas palavras do comentário anterior.
      Definitivamente não sou a favor da elitização do patchwork. A questão é a falta de ética de donas de ateliê e lojas especializadas que tem o disparate de VENDER e COBRAR CARO pelos projetos que outras pessoas fizeram! Novamente, não estou falando de vender a peça pronta, estou falando da cópia do projeto (os moldes e passo-a-passo) por um preço abusivo.
      Sou totalmente a favor da divulgação de projetos gratuitamente via internet (viva a democratização da arte!)
      O que é inadmissível é alguém ganhar dinheiro vendendo um projeto (moldes e passo-a-passo) de outra pessoa, dizendo que isso é dela.

      • Ainda bem que existem pessoas que sabem ler e interpretar, já pensou se todo mundo lesse e interpretasse apenas o que elas querem para exemplificar as suas próprias vontades?
        Thomas Edison, o inventor da lâmpada escreveu: “Talento é 1% inspiração e 99% transpiração”. “Um gênio é uma pessoa de talento que faz toda a lição de casa.”.
        Registrou mais de 2000 patentes, entre elas a lâmpada.
        Pelo que eu saiba, nenhum cara de pau colocou-se como inventor da lâmpada. Tal feito é atribuído a Thomas Edison.
        Quem foi que inventou o Jeans? A enciclopédia diz que foi Levi Lascante. nenhuma blogueira ou arteira assinou como inventora do Jeans.
        Criar é tirar do nada.
        Copiar é reproduzir ou imitar.
        Contrafação é obra que imita ou reproduz fraudulentamente outra.
        Imitação fraudulenta.
        Ignorância se refere à falta de conhecimento, sabedoria e instrução sobre determinado tema, ou ainda à crença em elementos amplamente divulgados como falsos.
        Como disse Thomas Edison:
        5% das pessoas pensam. 10% das pessoas pensam que pensam. Os outros 85% preferem morrer a pensar.
        Simples assim!

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